domingo, 31 de julho de 2005

Capitulo 2, mais uma parte da vida....


Mudam-se os tempos, mas os jovens são sempre jovens, sempre em busca de um caminho a seguir, uma vida para formar, eu já fui assim.Vejam só...


Quem sabe ela não venha? Chegue de vagar e toque a campainha, eu atenderia, a convidaria para entrar, lhe serviria um café, relembraria os velhos tempos, a nossa adolescência, os nossos planos, falaríamos de nossos amigos, inimigos, fatos e boatos daquela época e, contar a novidade sobre cada um dos nossos antigos, bons e velhos amigos. Ela falaria sobre o que fez durante esses anos e eu faria o mesmo.


Com certeza ela falaria do marido, talvez vivo ainda, dos seus filhos e netos e das visitas que costumam faze-la. Eu mudaria de assunto. Falaria do passado, buscaria falar daquela época em que eu ainda queria chegar em algum lugar, me mostrar pro mundo, ser importante para alguém. Bom. Seria ótimo. Claudia.


        Lembra de como já estávamos cheios da escola naquele tempo?Matérias, explicações, exercícios, trabalhos, pesquisas, capas de trabalhos, provas, Boas notas, pois afinal seria importante para poder arranjar um bom emprego, sustentar uma casa...


        Lembra da gente?  De quando agente pensava que ia ser pra sempre, que tudo sempre se resolveria, quando o futuro era apenas desejos num horizonte distante, muito distante.  Importava-me apenas ter você, levou um tempo, mas criei coragem e nossa amizade surgiu e depois o meu amor. Quem sabe o nosso amor.


 


Seria bom. Mas ela nunca virá, mas não me custa ficar aqui, falando para mim mesmo, o que eu queria dize-la, há tantos anos atrás.


Lembro-me de quando eu a conheci, já havíamos estudado alguns anos atrás na mesma classe, mas nunca nos falamos, naquele ano ficamos na mesma classe novamente, então no primeiro dia de aula, juntei toda minha força e coragem para sentar a seu lado e cumprimenta-la. Consegui. Conhecer-te foi a melhor coisa naquela 8ª série, você era tudo e ainda mais.


Penso o que seria de nós hoje se não tivéssemos terminado. Porque você me abandonou? Por que as coisas são assim, uma palavra pode mudar vidas, aquelas que eu te disse naquela noite escura sem lua (normal em São Paulo) em que eu estava confuso, e sem caminho. Naquela noite o nosso namoro completava quatro anos, e em quatro minutos tudo acabou. Eu sempre fui um idiota. Mas você nunca me deu o direito de perdão e nem me disse adeus.


Quando terminei com Claudia, percebi que o futuro tinha chegado, enterrei meus pais naquele ano, e fui morar com uma tia minha ultima parente.


E enquanto, eu via amigos curtindo a vida sem conseqüência (que alguns conseguem levar), e apreciava as garotas, sem nunca chegar a telas, minha juventude foi passando e eu só queria me encontrar. Para isso tentei ser igual aos outros.


Mudam-se os tempos, os jovens são sempre jovens. Quis me provar como adulto para mim mesmo, e consegui?  Pra falar a verdade ainda hoje analisando meus atos, não consigo dizer que valeu a pena.


Isso é viver? Isso que todos fazem... É viver? As distintas preocupações que as diferentes classes sociais tem? Enquanto meu pai se preocupava em trazer comida pra casa, pais de classe média se preocupavam com a diminuição de um terreno pelo fato de o governo ter criado conjuntos habitacionais no mesmo bairro, dinheiro, dinheiro. Como se ganhar, como se gastar, como perder, como acumular. Como será a vida de quem sempre teve tudo que quis? Será que tem mais sentido que a minha? Sim. Talvez. Quem sabe? Eu não sei.


Ser adolescente dói.

sábado, 30 de julho de 2005

Vida: a mais significante metáfora da minha caminhada. ahahh redação de prot q eu vo colocar aqui... Capitulo 1

Bom esse texto é muito grande por isso vo colocar um capitulo por vêz... 5 no total...

 


Vida: a mais significante metáfora da minha caminhada.


No meu quarto ao ter certeza da minha morte, eu olho pela janela...


E todos vivem suas vidas.Vivem?


 


 


   Quero levantar. Acho que posso, sei que vai doer, e estarei me desgastando ainda mais. Não ligo, vai pagar a pena. Quem sabe nesses meus últimos momentos descubro o sentido desses 63 anos de vida, a minha contribuição, o meu valor para o mundo pode estar escrito nessas ultimas horas, nas pessoas que vivem suas vidas passando pela minha, sem perceber, sem notar.


Há alguns dias que noto o movimento, noto as pessoas e as vidas que passam pelo meu prédio, as crianças, os jovens, os adultos, brincando, namorando, trabalhando, andando... Andando... Indo sempre de algum lugar para algum lugar, será que essa incessante caminhada e essa ininterrupta busca por destinos faz algum sentido para eles?


Lembro de quando agia como eles, parece ter tanto tempo, uma época que passou rápido, no entanto cada dia daqueles anos parecia ter horas e horas sem fim que nunca foram o suficiente para fazer tudo que eu queria, mas será que eu queria? Sei apenas que nunca fizeram sentido para mim: Destinos e caminhos.


Naquele tempo ficava imaginado a onde isso (minha vida) iria acabar e como. Tinha como todo jovem um caminho lógico a seguir: ensino fundamental, ensino médio, o tão temido VESTIBULAR, e finalmente a faculdade. E depois a vida adulta andar com as próprias pernas. Sabia também que deveria desejar algumas coisas, que todos os adolescentes desejavam: respeito, valor, liberdade. Sim a tão esperada liberdade, ser dono do próprio nariz e assim atravessa-lo com um ferro, chegar tarde em casa, fazer o que der na telha, ou o que der na telha do meu grupo de amigos, beber, fumar e assim me afirmar como gente, como adulto. Idiotice. Fazendo isso só mostrava a minha infantilidade.


A sacada do meu apartamento é de frente a uma avenida. Gosto de ficar aqui, do terceiro andar é possível ver bem o movimento da calçada. Na avenida tem uma escola, uma barraca de cachorro quente, com uma caixa de isopor ao lado, lojas, uma academia, uma lanchonete e na esquina, uma pequena praça com alguns brinquedos, bancos, arvores e em todos os lugares pessoas, amigos, namorados, noivos, casados, mães, pais, filhos. Não a passeio e sim a destinos, todos eles. Todos, sós ou acompanhados estão unidos, estão com alguém, talvez.


O que? O que foi isso? Esse barulho vindo da minha sala? Eram vozes? Impossível. Era apenas uma mente cansada e sedenta por companhia pregando uma peça num pobre solitário. Na maior parte do tempo tento não notar que não há ninguém em lugar nenhum que se importe comigo, sou apenas eu. Até quando?


—Hei! Se acalme, tudo vai acabar logo!— grito pra mim mesmo, assim fazendo meus ouvidos captarem o som de uma voz humana. Depois do grito, um doloroso ataque de tosse. Realmente espero que acabe logo.


Acho que este seja o motivo para eu estar assim hoje, esse meu incrível desejo de que tudo passe o mais rápido e fácil possível, que bobagem minha, tentar achar o sentido da vida sem nunca ter vivido. Se em 60 anos não descobri não vai ser em 60 minutos que essa resposta virá.

quinta-feira, 28 de julho de 2005

Libertar-me, esse é o ultimo.... comentem alguem...

Libertar-me.


 


Agora andarei pelo caminho de buracos e curvas,


 E antes de entrar nele tive a visão:


Um quarto vazio, uma cama.


Um quarto vazio e eu.


Sem amigos, família, amores.


Acordei desse pesadelo e então,


Quebrei os símbolos da minha solidão.


Pensei em me enterrar junto com minha alma


No meio das estradas, mas a curiosidade,


Em saber o que tem na primeira curva,


Não deixou eu deitar e perecer...


Quem sabe onde esse caminho vai levar?


Talvez um dia eu volte aqui e desenterre,


Minha outra metade.


Bom, uma perspectiva que não tenho agora...


Olhando daqui.


Estou confuso, mas vou ver se o pesadelo se tornará verdade...


Ou não.


Talvez eu esteja sendo dramático.


Talvez eu volte a desenhar...


Quem sabe.


Agora me liberto de mim mesmo.


terça-feira, 26 de julho de 2005

finalmente o Cisne...


Cisne.


 


Esta é a grande ou talvez a mais significativa


Bifurcação da minha vida.


Tudo que eu queria, e tudo que eu sentia,


Divididos por duas palavras: o Sim e o Não.


A minha ultima esperança, a única flor que crescia.


Em uma estrada: o caminho quase certo,


E na Outra, um caminho cheio de curvas na minha frente.


Mas não dependia de mim, escolher qual seguir.


Tinha apenas que esperar a resposta, e sendo qual fosse,


Eu enterraria algo importante no meio dessas duas estradas.


O Não. Foi à resposta.


E o meu caminho a seguir, seria o cheio de curvas e buracos.


Então enterrei ali, no meio do sim e do não, O talvez.


E coloquei ali meus sonhos, desejos, apologias e meu jeito de ser.


Enterrei-me ali. Morri ali.


Naquele dia.


Não terá mais alma e nem porta, para protege-la.


Seria apenas o casulo.


E Quem não gostasse, deveria ter dado valor antes.


O casulo segue em frente.

segunda-feira, 25 de julho de 2005

O fim... ta quase no fim...


O fim.


 


 


A alma tentou mais uma vez.


Ofereceu a cave, mostrou a fechadura.


Relembrou a ferida da Libélula.


E em runas escreveu o nome do seu tesouro.


O olhar do Cisne o seduziu.


Estava tudo ali, perfeito,


Nunca a alma quis tanto se libertar do casulo...


Que a porta fosse aberta.


Mostrar-se, viver a vida por completo.


E mais uma vez, ela se decepcionou,


Foi deixada presa sozinha e largada


Atrás daquela porta.De novo.


Começou a se perguntar se podia ser amada.


E qual seria o seu erro.


Realmente ela se mostrava feia e fria,


E ninguém queria conhece-la.


Sangrou e seu sangue caiu como lagrimas,


Agora ela não queria mais ser aberta


Viveria ali, só. Pra sempre.


Depois do Cisne, ninguém merecia conhecê-la.


Morreria... Se mataria sozinha na solidão.


 

domingo, 24 de julho de 2005

Salve-me


Salve-me.


 


(Um dos últimos desenhos.).


Amor, paixão... Que besteira.


Falam tanto disso. Essas duas palavras


Já não fazem mais sentidos,


Pelo menos, não o que eu busco.


Porque já foram muito corrompidas.


A Libélula e o Cisne, minhas duas razões de viver,


Que no entanto só me deram dor e morte.


A libélula,


O Começo do Amor Mais Interno que Libertou minha Alma,


E que há muito já perfurou meu coração


Deu-me um presente, junto com a ferida que ela me fez,


Ela me deu a cura: os desenhos.


A ferida cicatrizou, mas eu achei que precisava de mais.


E pra minha tristeza, eu perdi o meu remédio.


Parei de desenhar.


Mas o Cisne me trouxe muitas caixas dessa “droga”,


E meu remédio voltou a me dominar.


O Cisne,


A Sabedoria Amadurecida em Mil vezes do Amor,


No Topo da minha Alma,


Fez algo mais que a Libélula.


Alem de perfurar meu coração, ele também rasgou minha alma,


E dela, começaram a sair pensamentos,


Que se transformaram em letras, e depois em palavras...


E por ultimo em versos de solidão.


O Cisne me deu este presente, pois junto com a dor na minha alma,


Ele me deu, um novo remédio que ameniza as duas feridas.


A do meu coração e a da minha alma.


Agora desenhar já não adiantava, pois esta “droga”,


Já era comum em mim.


Por isso surgiram as palavras nos meus desenhos.


Agora só as palavras me libertam o único jeito de me salvar.

quarta-feira, 13 de julho de 2005

Ta acabando Texto 10 : Vale a pena… vale a pena ?


Vale a pena… vale a pena ?


 


Duvida. É como uma arvore que cresce no concreto.


Uma duvida pode acabar com pilares,


Estruturas de metal e pedra.


Ela cresce desiludida, toma forma e aumenta,


Prendendo e enforcando seu coração


Uma duvida, uma incerteza…


É apenas o medo da resposta.


Às vezes preferimos a duvida e não a verdade.


Por que a duvida é o que se tem,


Mas a verdade tem sempre que se buscar.


E dessa duvida surge outra duvida:


Será que vale a pena saber a verdade?


Eu digo que é melhor sofrer pela verdade,


Do que sofrer pela mentira.


E não há nada de digno em viver se enganado


Mesmo que a mentira ou a duvida nos dê a paz


Ou até a felicidade.


Um dia ela fica tão grade que suas raízes e seus galhos


Quebram essa base de concreto. E tudo se desfaz em mil pedaços


E você é soterrado pela dor.

terça-feira, 12 de julho de 2005

Escolhas...


Escolhas


 


No meio de tantas coisas...


A decisão não é sempre sua, mas você sempre tem a chance


De agarrar tudo com as mãos.


Direções a seguir. Portas a abrir.


Escolhas...


Escolhas que você faz e escolhas que a vida faz pra você


Coisas que você quis e não deram certo, outras que você nem pensou ter,


Mas que não viveria sem hoje em dia.


A sua vida que se formou em volta dos seus desejos.


Os anos passam aos poucos e você esquece de sonhos


Que um dia, foram os mais importantes pra você.


Incrível...


Mas mudamos de perspectivas


E no final vemos que perdemos muitas coisas...


Ou pensamos como seria se fizéssemos de outra forma.


Talvez você esteja fazendo de uma forma diferente do que fez...


Sei lá... Talvez em outra vida.


Quem sabe.? O que sei, é que:


Quando o corvo preto se postar na sua frente


Sorria!


E pense em tudo de bom que passou.


Todas suas escolhas foram boas?


O não, que você disse a quem te amava,


A chance que você não deu, a você de ser feliz.


O não, que você levou, e acabou com um sonho que tinha.


O sim, que você buscou apenas para te consolar.


O sim, que mudou alguma coisa ou a vida de alguém,


E quem sabe essa pessoa se lembrará de você no fim.


Eu preferiria o Sim, gostaria de recebe-lo, muito.


Mas eu não posso obrigar ninguém a me dar isso.


Mas e você, Seria capaz de deixar a dor pra buscar a felicidade?


Pense no que você deixou para o mundo...


Se você vai ter lembranças boas ou más.

Você decide.

segunda-feira, 11 de julho de 2005

Alma Minha...


Alma, Minha.


 


 


Minha alma é, o que me dá coragem de viver.


Que quer sempre mostrar a todos que é única e importante.


 Meu pingente (minha espada) é a sua representação


Que sempre carrego comigo perto do meu coração.


Ela me impulsiona pra frente, quando meu corpo desiste.


Da a mim, um motivo pra abrir os olho todos os dias.


Ela me diz que eu tenho valor,


Diz que faço parte dessa maquina


E que sem mim, tudo para.


Diz que eu tenho alguma coisa pra deixar


Pra todo esse mundo medíocre de pessoas muito


Melhores do que eu, em tudo.


Às vezes gosto de pensar assim, e acreditar...


Acreditar na minha alma.


Mas eu sei que ela mente, e me ilude.


Talvez eu seja apenas o adesivo, de “perigo!”,

Que colocaram nessa grande maquina chamada humanidade.

quinta-feira, 7 de julho de 2005

Chorar... texto 7 acho...


Chorar.


 


 


Não vou mentir, e nem ser hipócrita.


Eu, homem, choro, e não vejo fraqueza nisso.


Tenho a felicidade, sou feliz, não tenho nenhum problema familiar,


Nem coisa parecida.


Talvez eu apenas me odeie, ou não.


Sou infeliz, porque mesmo quando estou com amigos,


Família ou perdido na multidão de desconhecidos,


Eu estou sempre só.


Sempre na solidão, comigo e com o que eu sinto.


Considerei-me sempre como um enfeite, sem importância


Como apenas mais uma nuvem num céu azul,


Que sem, ou com ela, não mudaria a linda visão do dia.


Sei hoje que não é assim, nunca foi.


As pessoas que me conhecem poucas vezes interagem com esse meu lado.


Pois é como se eu tivesse uma camada por cima desse meu eu.


Essa camada tenta viver; ser apenas mais um.


Essa é à parte de mim que todo o resto do mundo interage.


As duas se comunicam é o que o desenho mostra,


Mas a Solitária é sempre a que sofre, pois Ela não tem nada,


E não se comunica com ninguém, a não ser pelos desenhos.


Às vezes Ela, a Solitária, conversa com a camada Protetora.


E essa ao ouvir tudo o que a Solitária queria...


E quanto ela sofre...

A protetora se entristece e tudo que consegue fazer é chorar.

sábado, 2 de julho de 2005

mais um .. pra que?? não sei hehe


O Meu  lugar.


 


 


A minha alma, um lugar cheio de dor, solidão,


Pesadelos, desejos, medo e covardia.


Muitas coisas ruins se escondem lá fechadas, escondidas.


Mas há também, tudo de bom que eu quero para quem eu amo.


Há carinhos, abraços, palavras de conforto, amizade, preocupação.


Tesouros, que se escondem de mim. Fechados.


Muitas vezes, eu pensei ter achado a chave.


Por isso muitas vezes me enganei e sofri.


Talvez não tenha, a tão procurada e esperada chave, como o desenho diz.


Que tanto falo.


Talvez eu tenha achado.


Mas eu não posso abrir.


Já pedi para arrombarem a porta...


Mas até hoje não encontrei ninguém com essa coragem.


Já chegaram a bater na porta,


Esperar, mas nunca,


Ninguém quis entrar.


Chave? Talvez não tenha.


Talvez ninguém nunca entre lá.