sábado, 29 de outubro de 2005

Enfim.. a inspiração desperto meu dom, e venho aqui então clamar pela minha dor.


Sofrimento pedido


 


Encostei-me a ti sabendo que era vento


Sabendo que era tempo


Que passa e não volta mais


 


Abracei-te como ao um sonho


E por saber que era sonho


Deixei o sonho me levar


 


Por isso...


Sabendo que era folha


Que planava ao vento


Sabendo que o desejo


Em forma de acalanto


Não pude nem chorar


Não pude ao menos clamar


Quando a brisa soprou


Quando o tempo passou


Quando o sonho acabou


Quando o tempo à folha secou.

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

A muito nada mais faz sentido... a verdade esta fora de minhas mãos


Nome da Tristeza


 


Ó miserável destino


Que me trouxe ate aqui


Não há céu


Não há terra


Não há sol a me cobrir


 


Na solidão do meu ser


Na angustia do meu mundo


E você bem devagar


Segue seu caminho


Sem ao menos se importar


 


Que a tinta caia sobre


Esse papel branco da minha vida


Onde o amor já quis pisar


Apenas manchas deixou


Nenhuma cor trouxe


Pra o meu mundo pintar


 


Não desenhou momentos felizes


Nem ao menos pintou o mar


De tristezas que hoje veio me afogar


 


Afronta-te o medo


Pare de chorar


Encontre em um só lampejo


O farol que te levará


 


Para a terra


Para a casa


Para o lar


Para a felicidade


Você mesmo venha pintar.

quinta-feira, 13 de outubro de 2005

A dor não tem nome... então esse texto tb não tem...


Amores que vem e vão


Sonhos de solidão


Carinhos de perdição


Canções de desilusão


Palavras que amargarão


Meu pensamento...


 


É um desejo que cai ao chão


Uma despedida sem compaixão


A serenata cantada em vão


Uma tristeza em meu coração


Resumido em um só lamento...


 


Como arvores ao vento


Em um só sofrimento


A essa dor me entreguei...


E a cada segundo,


A cada suspiro


Eu choro pelo que passou...


 


E em um canto úmido


Sozinho no escuro


Eu me aprisionei...


Para nunca mais voltar

sábado, 8 de outubro de 2005

esse sim valhe a pena ler! Procura no jardim da vida? procura por você!


Procura no jardim da vida?


 


A um jardim de flores


Eu me entreguei


Procurando amores


Que não achei


Encontrei espinhos e solidão


Em pétalas de dor e desilusão.


 


Entre tantas flores tentei encontrar


A mais diferente e singular


Entre o desprezo ao meu coração


Você não deixou minha procura


Ser tornar em vão.


 


E em um momento, um olhar...


Senti o tempo parar


Senti a lagrima rolar


Senti o coração disparar


 


E com um só toque eu pude crer


A escolhida seria você


A mais perfeita na imperfeição


A mais agradável na perturbação


 


Os espinhos não me feriam


O seu aroma me seduzia


As suas pétalas me encantavam


Sua beleza me confundia


 


A você então me entrego


Pelo seu amor me regenero


A minha busca em fim termina


 


O sonho então se concretiza...


Por você!

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Só pra atualizar isso aqui... acho que o dom esta indo embora...


 


 


 


A pobre e ingênua criança


Estica, os braços.


Estica o corpo...


Ergue-se...


 


Tenta se dilatar


Tenta crescer...


Tenta voar...


Tenta sonhar.


 


Olhando para o céu


Querendo apenas comer,


Tão lindo algodão flutuante


No mínimo quer toca-lo


Senti-lo...


Telo pra sim ao menos uma vez.


 


Assim me sinto ao te ver...


Uma criança querendo tocar as nuvens


Achando-as perfeitas...


Nunca porem, tendo-a pra si.


 


Nunca vai ter...


Não pode!


Impossível...


 


Versos inúteis...


Sinto-me sugado...


O sonho da criança


Vai perdendo a graça,


Pouco a pouco ela percebe...


Que é inútil tentar buscar


O inalcançável céu...


Beijar as lindas e perfeitas nuvens


 


Ele um dia vai perceber...


A ingenuidade acaba...


 


É preciso tropeçar em uma pedra


Pra percebemos que é impossível


Continuar andando e olhar o para o alto...


Assim a criança aprende...


 

5/10/05

sábado, 1 de outubro de 2005

Não falarei de amor? acho q ja foi...


Não falarei de amor


 


 


Basta...


Aqui não falarei de amor


Não falarei de alma


Não falarei de flor


 


Não falarei do que se foi


Nem do que eu sempre quis


Nada mudará o hoje


Nada trará o depois


 


Não falarei do que você não quis


Não falarei do que você desprezou


Não tenho porque lembrar o que passou


 


Não falarei da minha alma morta


Dos meus sonhos perdidos


Dos anjos decaídos


Das gotas que caem na chuva


Do seu perfume em meu pensamento


 


Do meu descontentamento


Comigo,


Com o mundo,


Com tudo que não fiz...


Com tudo que deixei passar


 


Acima de tudo não falarei de nós


Por que nunca houve


Acima de tudo não quero me lamentar


Acima de tudo não quero chorar


 


Então o que sobra?


Então o que eu disse?


Não sobra nada


Nem dor, nem cura,


Nem salvação, nem morte.


Nada.


 


Sei apenas não falarei de amor.