quinta-feira, 30 de março de 2006

O Amigo e a Parede.... Quem você é?



É possível ser amigo de uma parede?

Uma pessoa atenciosa, que gosta de conhecer os seres diferentes, um dia decide fazer amizade com uma parede, dotado de total consciência, não era um louco, tentava apenas descobrir do que é feita uma amizade verdadeira... E nada melhor do que pedir a opinião de uma parede para o assunto, pois se elas tem ouvidos tudo sabem.. Já dizia o ditado...

Então um belo dia ele se apresenta...

—    Oi tudo bem? Chamo-me Amigo e você deve ser a Parede estou certo?

—    Sim, sim eu sei... Sempre passo por aqui... Te vejo, hoje resolvi parar e conversar um pouco....

—    Então que anda fazendo?

......

—    Como será ser uma parede?

—    Ummm imagino que você conhece todo mundo né!? Ta sempre ouvindo o que todo mundo aqui diz...

—    Parentes? A elas ali? Que se ligam com você? Ummm....

—    Bom, vou indo, amanhã eu volto e converso mais... Vou te trazer algumas coisas que eu gosto de fazer... Traz também ai vemos o que temos em comum.

Então o Amigo, visita à parede dia a pós dia, conta sobre sua vida, o que pensa sobre o mundo, mostra para Parede todas as suas qualidades, ele sente que esta agradando, afinal, a Parede nunca ia embora, ficava para ouvir, sugava-lhe informações.

Com o tempo e com intimidade, o Amigo presenteia a Parede com palavras, carinhos, e a Parede concedia um pouco de si para o Amigo, mas sempre impessoal e fria, parecia sempre se aproveitar do pobre Amigo. Que ingenuamente continuava a se dedicar a essa amizade que ele sabia no fundo não ter futuro... Mesmo assim continuava.

Havia algo na parede que o seduzia, sua dureza talvez, sua imponência... Talvez por que a parede parecia saber muitas coisas, mas só dizia o que lhe convinha.

O Amigo começa a se perguntar se valia a pena aquela amizade, será que estavam sendo amigos?

Ele já conhecia todo o jeito da Parede, sabia o que ela gostava e não gostava, se dedicava a ela. Sempre indo visitá-la, levando sempre o um pouco de si próprio e recebendo tão pouco da Parede, mas ela nunca ia atrás dele, não deixava recado se ele não deixava, contava tanto da sua vida quanto a qualquer outra pessoa, não demonstrava carinho nem afeição, nenhuma palavra que tivesse um sentimento, usando sempre de tons insípidos, a parede era fria e dura. Mas estava lá, quando o Amigo ia vê-la.

Ele então começa a se distancia, tenta achar a verdade, mas percebe, a Parede não se mostra tão interessada nessa amizade quanto ele... Em momentos parece que sim. Em outros...

Ele passa a esperar a Parede que nunca vem, ele nem sabia se ela estava lá, realmente... Não se podia ser amigo de uma Parede, que não mostra seus sentimentos, que se esconde atrás de tintas e tintas (mascaras e mascaras), que num momento mostra um lado, mas em outros momentos é totalmente diferente.

Ele então decide conceder uma ultima chance a Parede, mas parecia que o já tinha a resposta: não é possível um ser humano em sã consciência ser amigo de uma Parede. Tinha isso certo em sua cabeça, pois com esse relacionamento descobriu o que é a verdadeira amizade.

Uma amizade de verdade é feita de trocas, não de pedidos, nem suplicas, mas sim de consentimento e recompensas, a amizade verdadeira é maior do que a justiça, pois entre amigos se torna desnecessário o pensamento de justiça, pois existe o comprometimento o sentimento de dar e receber.

Por isso, entre amigos existe a troca de conversas, experiência, sonhos, desejos, segredos, compromisso, conselhos.

A Parede, nunca será uma amiga de verdade, muito relapsa em sua relação, não levava em conta os sentimentos do Amigo, nem ao menos dizia o que realmente pensava, era um escudo apenas, ela era apenas a Parede, os conselhos do Amigo batiam nela e caiam, e caiam também a preocupação e a demonstração de afeto do Amigo, ele contava suas experiências, mas a Parede não debatia, ela conhecia seus sonhos, mas ele não sabia os dela, nem dos sentimentos que ela tinha. Dura...

Não....

Não se pode ser amigo de uma parede.

Ao menos que você queira dedicar-se a alguma coisa que nunca vai lhe render nenhum sentimento real.

Quando então uma pessoa se torna uma parede?

quando esquece que as pessoas a sua volta precisam mais do que uma barreira contra o total frio do tempo. e sim de um aquecedor de reciprocidade.

e então??

***Jogador*** (buscando objetivos)

domingo, 26 de março de 2006

A suplica... o pedido ao mundo...


Suplica momentânea


 


 


Palavras já não podem descrever


Os sentimentos que não consigo esconder


É uma tristeza uma solidão


Que me integra na total escuridão.


 


Estou perdido e não há caminhos,


Estou sozinhos e não vejo amigos


Estou caindo e em desaninho


Estou chorando as magoas do destino.


 


Não vejo a luz que quero encontrar


Não sei se existe um lugar,


Onde eu possa em fim estar em casa


Onde a alegria não seja escassa.


 


Eu apenas não quero estar sozinho


Busco a rosa sem espinho,


Alguém, alguma coisa ou algum lugar

Onde eu possa me encontrar.

quinta-feira, 23 de março de 2006

Psicodrama, o texto alge de toda minha melancolia, que hoje ja foi superada... será?


Psicodrama


 


QUEM ?


QUEM  SOU  EU?


PENSEI SER ALGUÉM


PENSEI TER ALGUM FUTURO


PENSEI EM REALIZAR MEUS SONHOS...


 


E O QUE??


O que eu fiz?


NADA.


Deixei tudo acontecer


Do jeito mais FÁCIL.


DEIXEI a vida e não a cultivei.


 


Vi o mundo podre, triste.


Vi o ser humano nu.


Sem suas mascaras,


Sem seus esconderijos


Iluminei as suas sombras


O que eu vi foi suas mentiras,


Conheci o que eles escondem de pior.


 


ODIEI O QUE VI


ODIEI A MIM!


 


E onde?


Onde me escondi??


 


Me escondi em minha alma


Guardei tudo que eu queria dizer e fazer,


O estranho...


É que muita coisa


Começou a explodir


A minha alma queria falar...


Quem vocês são.


 


Deixei fluir somente o meu lado pessimista


Vi a falsidade, e a mentira,


Vi a rotina e a idiotice


Em cada palavra, cada ser,


Que se dirigia a mim.


Vi como as pessoas são volúveis


E cheias, cheias, cheias...


De falsos pudores.


 


Hipócritas...


 


Trancaram-me num lugar...


Escuro, e cheio de tudo que eu


Queria mostrar.


Desapareci em minha alma.


E ninguém veio procurar por mim.


Ninguém quis abrir a porta,


Ninguém tinha a chave?


Eu tentei, eu pedi...


Mas ninguém quis abrir,


Por isso fui morrendo...


Pouco a pouco...


Esse é meu ultimo suspiro.


Com um lápis.


A arma que eu sempre apontava minha dor...


 


Digo adeus.

segunda-feira, 20 de março de 2006

mais destaque.. as arvores q choram...


As Arvores dos Cemitérios.

 

 

Cresço em chão de terra firme.

Fertilizada pela natureza da vida.

Vivemos em meio à morte.

Figurantes.

Paisagem de passagens constantes.

Enfeitamos, com cores vivas,

O cinza dos que se vão,

A terra que me sustenta a vida.

Deixa em putrefação os mortos.

Contrastando o nascer, florescer,

Com o morrer, e apodrecer.

Trazem para enfeitar túmulos,

Rosas e flores coloridas,

Cores felizes para um momento de tristeza

Daqui de cima, as vejo também apodrecerem.

Morrem tristes e sozinhas, pois embelezam o fim.

Eu também vejo minhas filhas

Sendo levadas dos meus braços

Direto ao chão onde como que tocadas pelo fim,

Também morrem.

Não vejo a felicidade a minha volta.

Não me sinto feliz em permanecer onde tudo é passageiro.

Tudo aqui chega e se vai... Mais eu... Sou paisagem da passagem.

Minha beleza não é apreciada,

Velo o sono eterno de quem nunca chegou a me ver.

Descontentemente permaneço aqui.

Até que tudo em mim morra.

Mais meu corpo vai permanecer,

Como a lembrança eterna da morte em cima dos vivos.

Assustando a todos com meus galhos secos.

Até que um dia talvez, Me arrancarão da terra,

Que me deu a vida, e permaneceu comigo,

Até depois da minha morte.

O meu destino é ser sempre uma lembrança triste.

Ser elemento figurativo da perda eterna.

 

 

 

terça-feira, 14 de março de 2006

Em um Domingo Ensolarado, na praça do bairro... a grama verde...



Domingo ensolarado


  

Hoje um pensamento

Me trouxe você,

Estávamos embaixo de nossa arvore

Em um domingo ensolarado,

Lembro da praça cheia

Pessoas correndo,

Rindo,

Brincando,

Com seus amores,

E nós sentados na grama verde

Abraçados,

Sobre a sombra da arvore com nosso nome,

Eu estava totalmente completo

Pois estava com a mulher que me ama.

Enquanto fazíamos juras,

Toucávamos carinhos,

Eu me perguntava:

Como eu consegui tanta alegria...

Em um domingo ensolarado perfeito...

Seria uma bela lembrança

Mais foi tudo ilusão,

Meu domingo foi chuvoso

Um raio atingiu nossa arvore

E você,

Mulher que me ama....Não existe.

domingo, 12 de março de 2006

o poço.... estou...


O poço


 


 


 


Vejo um vulto na frente do poço


Ele olha para o fundo


Parece buscar alguma coisa


Não desvia um só momento o seu olhar


Uma luz surge a sua frente...


Clareando seus pés


Posso ver que está todo de preto....


Um reflexo de uma lagrima


Brilha ao cair e passar pela luz...


 


O vulto triste, se agacha


Em frente ao poço...


Coloca as mãos na cabeça


Parece totalmente perdido...


A luz ainda não mostra seu rosto...


Seus braços tampam minha visão...


Continuo a observar essa figura...


Sinto pena dela...


Ela parece que quer se jogar...


Parece que vai desistir...


Ela não parece agüentar...


 


Não posso deixar ela se perder...


Preciso ajudar...


Nesse momento ela lança seu olhar


Na minha direção...


Mais parece não me ver...


Ela não me viu...


Mas eu a vejo...


Mas seu rosto ainda se esconde...


Ela volta novamente a contemplar o poço


Ouço seu grito de dor,


Ela urra na solidão...


 


Eu preciso ir lá...


Ela se levanta,


Eu corro...


Ela novamente olha em minha direção...


Ela fica olhando,


Eu estou a alcançando...


O poço fundo a sua frente...


Eu a poucos paços


A luz ainda não me deixa ver quem é


Estou chegando...


Ela estende seu braço na minha direção...


Diz adeus...


Eu grito dizendo NÃOO


Vejo finalmente seu rosto...


Me assusto ao compreender sua dor...


Ela se joga...


Eu não consigo me mexer....


Caio de joelhos...


A boca totalmente aberta


Os olhos vidrados...


O vulto era eu...


Eu me joguei no poço escuro...


 

sábado, 11 de março de 2006

Por Mim... fiz essa a dois anos atraz ... mas só agora ela chega aqui!!


Por mim


 


Frases sem sentido, Palavras sem amor,


E aqui estou eu sozinho sem saber a onde estou


 


Sem alma sem, sem satisfação


Sem um coração,


E sem esperanças de não viver em vão!


 


Preso em mim mesmo


Ignorância e solidão


E a falta que eu sinto


De tudo que não tive.


 


Cansado de me esconder


Nas sombras dos meus sonhos


Perdido em mim mesmo


Buscando a solução


Por que não há ninguém no mundo


Imune a decepção.


 


Nos contentamos com pouco


E sofremos pelo que não temos


Mas...


Depois de um dia difícil,


Mesmo se eu caísse de um  abismo,


Eu ficaria feliz.


Pois teria um momento para te esquecer.


 


Na falta de alguém


Me faço companhia


E meus pensamentos


Me matam de monotonia


E me entristeço...


De tanta insatisfação.


 


Preso em minha alma


Por falta de um a amor.


A dor é meu remédio


E a minha salvação


Esqueço a minha vida


E penso em você


Talvez eu nunca vá te esquecer...


 


Mas sei...


Que um dia vou me encontrar


Viver a minha vida,


Voltar a caminhar


E quem saber nesse dia


Quando eu a ver...


Não vou me lamentar.


 


Volto ao inicio


Aprendo a chorar


Procuro outra vida


Pretendo melhor


Por mim


Só por mim...


 

terça-feira, 7 de março de 2006

Amor ou Simplesmente Alguém... e Arvores Dos Cemitérios... dois em um!


Pensamentos...


O amor...  ou simplesmente alguém.


 


 


Passamos a vida procurando o amor ou simplesmente alguém para compartilharmos algo de mais íntimos que temos... algo que necessitamos dar, e receber... o carinho.


Tudo na nossa vida gira por esse desejo, o amor por alguma coisa...


Podemos ser as pessoas mais completas do mundo, ter o amor de amigos, família, amor próprio, mas se nos falta o amor por alguém nos sentimos incompletas, não saber que somos especiais a alguém, isso nos deixa tristes, incompletos.


Se sentir importante a alguém, saber que aquela pessoa esta com você não simplesmente pelo seu corpo ou posses, saber que ela esta com você pois te acha especial de alguma maneira... alguma coisa em você dá a vontade dessa pessoa estar a seu lado, e você ao lado dela.


É isso que todos buscamos, é fácil perceber isso quando vemos uma pessoa que não tem ninguém, perdeu tudo, e a vida lhe traz a felicidade nos braços de alguém para lhe completar, e assim esse amor passa a ser a única e soberana felicidade dessa pessoa, mesmo com todos os seus problemas, a lembrança presente do seu amor a conforta de uma maneira tal, que consegue sorrir entre o desespero.


Verdade também é que, só sentimos falta do amor que não temos, e sendo assim esse passa a ser o amor mais desejado... explico!!:  se temos o amor de amigos e família, e nos falta o amor de uma pessoa que nos ache especial, estaremos sempre buscando essa pessoa que falta, estaremos sempre tristes em meio a felicidade(ou quase felicidade) da nossa vida, mas se temos o amor de alguém, mas nos falta o da família e amigos, também nos sentiremos incompletos.


Somente se, essa amor que em nós é dedicado por esse alguém, seja também o amor familiar, e o amor amigo, e é raro ter os três tipos de amor em uma só pessoa...


Mais sozinhos... somos tristes, sem motivação, o ser humano precisa de mais alguém, não sabe viver sozinho.


 


 Também vou deixar aqui uma pequena reflexão sobre as Arvores Dos Cemitérios


 


As Arvores dos Cemitérios.


 


 


Cresço em chão de terra firme.


Fertilizada pela natureza da vida.


Vivemos em meio à morte.


Figurantes.


Paisagem da passagem da morte.


Enfeitamos, com cores vivas,


O cinza dos que se vão,


A terra que me sustenta a vida.


Deixa em putrefação os mortos.


Contrastando o nascer, florescer,


Com o morrer, e apodrecer.


Trazem para enfeitar túmulos,


Rosas e flores coloridas,


Cores felizes para um momento de tristeza


Daqui de cima, as vejo também apodrecerem.


Morrem tristes e sozinhas, pois embelezam o fim.


Eu também vejo minhas filhas


Folhas,


Sendo levadas dos meus braços


Direto ao chão onde como que tocadas pelo fim,


Também morrem.


Não vejo a felicidade a minha volta.


Não me sinto feliz em permanecer onde tudo é passageiro.


Tudo aqui chega e se vai... Mais eu... Sou paisagem da passagem.


Minha beleza não é apreciada,


Velo o sono eterno de quem nunca chegou a me ver.


Descontentemente permaneço aqui.


Até que tudo em mim morra.


Mais meu corpo vai permanecer,


Como a lembrança eterna da morte em cima dos vivos.


Assustando a todos com meus galhos secos.


Até que um dia talvez, Me arrancarão da terra,


Que me deu a vida, e permaneceu comigo,


Até depois da minha morte.


O meu destino é ser sempre uma lembrança triste.


Ser elemento figurativo da perda eterna.