sábado, 17 de fevereiro de 2007

Um dia.. parte 1


Um Dia

 

 

Acordo todo dia como sempre fiz.

O mundo ao abrir os olhos, continua o mesmo.

Mas o ato de acordar, agora é diferente;

Já que você em meus sonhos estava,

Ludibriando minha mente.

O meu primeiro pensamento lúcido do dia é seu.

Sabendo que por todo ele, você vai voltar,

Nas pequenas coisas e em tudo que eu olhar.

 

Visto-me com as cores de sempre,

E já imagino o seu sorriso ao me ver.

Ira falar das minhas cores e vou gostar.

Ao me olhar no espelho é estranho não saber

Se o que eu faço hoje é por mim ou por você.

 

Ao calçar meu coturno sobras do dia anterior.

A imagens dos seus pés, conversar que tivemos

Os caminhos que juntos fizemos. 

Vou em direção ao banheiro,

E no espelho a minha face só me lembra a sua.

Escovo os dentes, cultivando o sorriso que um dia elogiou.

E luto comigo mesmo para não pensar em você.

 

Não consigo...

Pois me cuido apenas para você.

Pego meu material, pasta e mochila.

Ansioso por mais um dia.

 

Sei que conhecimento, aborrecimento,

Sono e diversão me esperam.

Mas, no fundo minha motivação,

Está presente em meu coração,

A certeza de que por mais difícil que seja,

Serei recompensado por sua presença.

 

Luto contra sua memória,  me forçando a não pensar,

Ao entrar no ônibus, penso nas melhores palavras para te contar.

No metrô me faço perguntas que somente você tem as respostas.

 

No caminho é onde mais me distraio,

Observando nuvens, arvores e todo o cotidiano cenário

É quando menos penso em você.

Pois olhando o céu tudo ganha finalidade.

Mas logo você aparece, na analogia que usei,

Pra que pudéssemos nos conhecer.

 

Ao entrar no prédio minha preocupação

É explicitamente te encontrar.

E em cada rosto comum não vejo o seu olhar.

Espero, às vezes, outras vezes, tenho idéia de onde está,

Ou rodo a te procurar.  

 

Encontrando o seu olhar toda a ansiedade muda.

Você me recebe com seu sorriso.

Eu então, não consigo evitar,

Satisfação, contentamento, deslumbramento.

A partir daí estou preso a sua vontade.

E procuro o momento de buscar de você à resposta.

Sobre os seus, e libertar os meus... Sentimentos.

 

Duro, porém, é se não a vejo.

Não te encontrando também me perco.

Fico o dia a me perguntar,

Onde você anda, como você está?

Olhando para a porta enquanto a aula passa

O dia parcialmente perde a graça.

 

O caminho de volta,

Com você promete sempre ser divertido.

Mas quando não está, é simplesmente vazio.

Gosto de ouvir você falar, ouvindo cada palavra,

Presto atenção a cada gesto, sempre a te observar.

O ônibus chega, você entra primeiro,

Senta no mesmo lugar.

Sento ali sempre, mesmo quando você não está.

 

Estou sempre a esperar, o momento para perguntar.

Mas é difícil pra mim falar de sentimentos,

Sou a duvida em pessoa e então surge o medo. 

 

 

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Quanto tempo? Quanto de verdade?


 

 

O primeiro post do ano, ainda sinto como se me repetisse muitas vezes... por isso acho que esse ano não atualizarei com freqüência isto aqui. Mas quem sabe não é mesmo. Talvez uma nova inspiração chegue... mas eu estou cansado disso tudo, tantos planos que nunca dão certo.

   Sobre este, olhando testemunhais de orkut, scraps antigos, alguns recado do “Zona Mental” muitos já perderam o sentido pra mim, não tem tanto sabor como antes, sabor e sentimento. Me parecem vazios agora.... tantas as coisas que me disseram e que sinto falta de sentir em mim. Tenho apenas aquelas palavras como provas, verdadeiras ou não, de sentimentos que talvez existiram, e sentimentos que eu mau interpretei.  

 

Quanto tempo? Quanto de verdade?

 

O Quanto de verdade há em uma palavra?

O quanto você se entrega em seus discursos?

E em quanto tempo tudo vai ser apenas passado.

 

Em quanto tempo suas juras vão perder todo o sentido?

E quando seu amor eterno vai encontrar fim em meses de distancia.

E quando você percebera que o infinito é mais próximo que sua vontade.

 

Quando seus sonhos se chocarem com a parede dura da realidade

Quando seus desejos forem mais fracos que o peso dos fatos,

Quando você perceber que dá tudo de si para o mar que a tudo draga.

 

Quando nada te fizer sentido, saiba que somos como um rio.

Mutáveis e inconstantes. Criamos formas de eternizar o que nunca seremos novamente.

Não foi mentira ou falsidade. Foi apenas uma de nossas fazes.