sábado, 22 de março de 2008

Imprevistos da vida real



 


O prospecto, a idealização, o sonho, aquilo que se espera ou se imagina, nunca se realiza por completo, sempre há o fator do imprevisto, aquilo que nossa mente não consegue calcular ou prefere deixar de fora da equação. Saboroso as vezes, amargo em outras, mas é dela que vivemos: da realidade, e de fato nada é melhor que ela, quem não trocaria seus sonhos pela chance de vive-los na realidade? sentir o sabor e a felicidade de um breve momento que vale (ou não) por todo o resto.


 


Abrir os olhos caminhando em incertezas


Sonhando com a perfeição,


Deixando de lado todas as tristezas



Correr perigos, e ir atrás


Tentando encontrar a desejada paz


Com os pés no chão,


Nego, com um menear de cabeça



Sabia que nada iria ser como eu imaginava,


Mas seguir em frente era o que restava,


Aberto para dor da espera e do lamento


Encontrar a quem vivia em meu pensamento.



E nos imprevistos da vida real


O primeiro olhar não fora o ideal,


O primeiro toque não fora sentido


Foi tão rápido que passou despercebido.



Porém a magia estava lá


Nascendo do seu sorriso


Crescendo pela sua voz


Cativando pelo seu olhar.



Carregando-me em seu perfume,


Prendendo-me por sua boca


Que distante me convidava


E pelas palavras me afastava.



E nos imprevistos da vida real


Decidi esperar,


Encontrar o momento, o lugar,


E no erro de na inércia se apoiar.



Os imprevistos da vida real...


Ainda sinto seu beijo,


Seu toque gravado em meu desejo


E dou risada dos pequenos tropeços.



E após tudo aquilo não há palavras


Só o fascínio pelo seu olhar,


O clamor pela sua pele,


E seu perfume preso em mim.