sexta-feira, 16 de maio de 2008

Distantes Dissonantes


Distantes Dissonantes

 

É fácil se desejar

É compreensível se querer

É humano se enganar

É triste não saber...

 

É estranho esperar

Sem ao menos saber o que!

É constante o sonhar...

É distante o viver...

Eu...

Você...

Distantes...

Inconstantes...

Dissonantes...

 

Eu que aqui a imagino

E continuo do mesmo jeito a viver

Você do mesmo modo

A mercê de outros braços

De outros abraços

De outras palavras

Que não as minhas...

Que aqui sozinhas

Esperam por nascer

Esperam por você… 

sábado, 3 de maio de 2008

Versos da vida, representam o fim.

Versos da vida e dos caminhos.

Pelo desejo é que nos geram
Pelo o acaso é que nascemos
Injustamente, querendo, ou não,
Apenas sobrevivemos,
Desejando então o que não temos.

Na esperança construímos nossos dias,
E em dias sem esperança
desejamos nosso fim,
Ou buscamos na coragem
a força para nos levantar

Acreditamos que só em outro alguém,
iremos nos encontrar.
E ao nos entregar sorrimos,
E na entrega nos ferimos,
Nem sempre se pode acertar...

Inevitavelmente sofremos,
Por pessoas que nos deixaram
Ou por aquelas que não temos
Na esperança que as coisas voltem
Com medo de seguir em frente.

E é no medo que nos reprimimos
Pela falta de esperança é que morremos
E quando um outro alguém aparece em nossa frente
não conseguimos ir a diante.
Inevitavelmente mentimos para os outros e para nós mesmos.

Nem sempre se pode acertar,
Mas é na tentativa que reside a vida.
E nas feridas que encontramos as verdades,
Em alguns sorrisos encontramos falsidades
Em outro alguém a felicidade.

E é necessário coragem para seguir em frente
Acreditar no desejo de construir novos dias,
Esperança em memórias mais doces
Amores mais verdadeiros
Pois não há sentido em permanecer sofrendo

Desejando então o que não temos,
Apenas sobrevivendo,
Injustamente, querendo ou não,
Pelo o acaso nos encontramos
Pelo desejo ainda te espero.