domingo, 29 de junho de 2008

O que é o tempo?

 

Mais uma sobre o tempo. este é quase um questionamento ao aniversário do Zona Mental.

 



O que é o tempo?

 

O que é o tempo, vil mortal?

O tempo é uma medida imaginaria

O tempo enquanto número não é nada

É apenas uma fraca marca

Que se torna importante pelo que fizemos dela

E nada mais

 

O que é o tempo, tolo mortal?

O tempo é aquele que vai te mostrar seus erros

O tempo é aquele que vai cravar seus arrependimentos

Será ele que te dirá que você errou

E que o deixou passar.

 

Oh! Pobre mortal, não seja refém do tempo

Não tenha dó de desperdiçá-lo

Não tenha medo de perdê-lo

Não o encare como o que você é

Não foi ele que te fez, e sim você

E aqueles que o amam a sua volta

 

O que é o tempo, seu idiota?

Acha que ele se preocupa com você...

Acha que o tendo nas mãos vai ser mais seguro?

Não importa se são um, dois, três ou a eternidade...

Quantos anos for, acha que estará seguro!?

Nunca, o tempo não trás segurança

E sim acomodação

 

Fique parado!

Tenha medo!

Não, não siga em frente

Deixe o tempo passar.

Perca!!

Tenha medo de tentar!

E você vera...

Ahhh sim… Um dia verá

O tempo bater a sua porta

Trazendo em forma de insatisfação

Tudo aquilo que você teve medo de conquistar.

sábado, 28 de junho de 2008

Aniversário Zona Mental - Despedida


 

Olá a todos os visitantes e leitores, este mês o Zona Mental completa quatro anos de existência.

Quatro anos de reflexões, anotações, textos poéticos, declarações,  saudades  e perdas.

 

Para presentear os leitores desse humilde espaço, e comemorar esses quatro anos, escrevo aqui um poema de despedida real, já que muitos acabam chegando aqui e conhecendo o blog pelo meu texto de despedida fictício.

 

Poema de Despedida

 

O que existe de profundo no dizer adeus?

Você nem estava lá no final.

Eu me despedi de meus erros, mas e os seus?

 

Eu chorava, pois não a teria

Nem mesmo naquela noite fria

Eu chorava, pois nem mesmo tive respostas

Sobre minhas poesias

 

Meus versos eram seus

Eram seus meus sonhos

Eram seus meus desejos

Era seu meu coração

Meu tosco e inútil coração.

 

Era sua aquela canção

Que cantei ao seu ouvido

Naquele ultimo e derradeiro

Abraço indefinido...

 

Abracei-me a todo meu pesar

Você nem mesmo estava lá

Nada alem daquela dor

Na insatisfação de não ser

 

Nunca ser o que buscou

Nunca ser

 

Me despedia de uma triste lembrança

De uma irrefutável certeza

Naquele quarto escuro

Naquela madrugada pura

 

Não havia palavras belas

Nem o seu olhar

Eu nunca mais vi seu sorriso

Era só o vazio da perda

Ou pior...

O vazio de nunca ter

 

Era somente eu, o frio, e sua lembrança

Sempre comendo meus sonhos

Levando minha esperança

Não haveria rosas de reencontro

Era a triste despedida

Era mais uma vida perdida.

 

terça-feira, 10 de junho de 2008

Ciosas que nem percebemos



Coisas que nem percebemos.



Dizem que lá só existe verdade


E o bem maior é a amizade


Dizem que lá as palavras são ditas


E as perguntas sempre respondidas.



Dizem que nesse lugar o desejo,


Como um lampejo, não é apenas pretexto


E a dor não se encaixa em nenhum contexto


Dizem que os sentimentos são profundos


E as pessoas não buscam subterfúgios



Há sinceridade dos pensamentos


O comprometimento dos sentimentos


A incrível necessidade de acreditar


Em palavras que do coração brotam,


Da alma suspiram e da vontade se alimentam.



E se esse lugar de fato existisse


E tudo que eu disse se repetisse


Na sua cabeça incrédula


No meu coração vazio


Na noite em que sente frio...



E se nada fosse um erro


E se o amor fosse verdadeiro


E você deixou simplesmente escapar


E você deixou tudo, sem ao menos tentar...



Não direi que perdeu ou ganhou,


Nem que de fato não o encontrou,


Somente que suas palavras ferem


Que sem perceber repelem,


Mas que sempre são uma semente


Levadas pelo vento displicentemente.