terça-feira, 19 de agosto de 2008

Guarde um sonho bom, cadê?


Cadê meu sonho bom?

A um tempo o espero sentado

A algum tempo o procuro e não acho

Não é pedra pelo caminho,

nem nenhum animal alado

                                 calado.

 

Cadê meu sonho bom?

Espero, espero descalço

Olhando para alto

Olhando para os lados.

Não cresce dentro de mim

Não habita minha madrugada

Não me espera na janela

Nem me abraça ao pé da escada

                                        amada.

 

Cadê meu sonho bom?

Não sei seu rosto

Nem se o tem...

E o que me tem a si me prende

Desprende de mim, tudo que eu sei sentir.

                                                         fingir.

 

Cadê meu sonho bom?

Que nunca quer chegar

Engana-me em olhares e sorrisos

Faz-me acreditar,

E assim eu sigo esperando

Esperando o tempo que corrói meus ossos

Come minha vontade, e rasga minha alma

                                                          calma.

 

Guarde um sonho bom pra mim...

Que os meus se perdem em pesadelos

E ao abrir meus olhos se fluem em desespero

Desalentos se perdem, me esquecem, me esqueço.

                                                                   enlouqueço.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Onde Você Não Está.


Onde você não está

 

Os lugares em que habito,

Os móveis com que convivo,

Os corredores em que transito,

Nas horas em que apenas sobrevivo...

 

Não me deixam esquecer a Tarde,

Não me permitem apagar a imagem,

Ou ao menos libertar minha vontade...

Pois em tudo me mostram sua miragem.

 

Esta deitada em minha cama,

Sentada em minhas cadeiras,

Chorando por quem não a ama,

Sorrindo com minhas besteiras...

 

Está em todos os lugares

Em que não estou,

Negando-se prazeres,

Esquecendo-se que já me encontrou.

 

Na minha sala é uma doce lembrança,

A sua imagem a partir, uma tristeza,

Ao sentir seus lábios, uma esperança,

No brilho dos seus olhos, uma certeza.