sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Nem mesmo o tempo (pra não dizer que sumi)

Os anos passam como vento
Derrubam arvores, destroem construções
Mas também espalham vida, fertilizam corações.

Em cada tarde sombria
Ou dia ensolarado
Seja pela luz que invade o quarto
Ou os tons do céu que anoitece
Sempre me trazem você.

Não importa quanto eu lute
Ou o quanto eu tente esquecer
Mas as musicas que escuto
Sempre me lembram você

Nas palavras que me disse
Encontro dor e acalanto
Mas nada apaga o que sinto
Nada te apaga do meu pensamento.

Parece que tudo não passa de uma brincadeira
Que não faz sentido estarmos distantes
Que não devemos deixar esse sentimento ir embora
Esquecer todas as barreiras, viver apenas o agora.

Os anos passam feito vento
E por mais que eu queira
Ele não me leva você
E nem ao menos a traz de volta

Se nem mesmo o tempo
Pode destruir o que sinto por você
O que será preciso para apagar
Esse buraco com seu nome no meu peito?


sábado, 2 de maio de 2009

O que tenho é a Saudade, e dela nada pode se fazer.


A saudade é palavra
que brota nos meus dias
palavra morta e sem vontade
que não busca nem sana
necessidade...

A saudade é ausência
e de ausências estou cheio.
Me preenchem de vazio,
Me fartam de receio.

A saudade substitui perenidade
Não tenho dor, amor ou felicidade,
Não tenho toque, beijo, 
verdade ou falsidade...
O que eu tenho é a saudade

e qual é a cor da saudade?
Todas as minhas memórias são manchas
Preto, branco e distancias.
Fogo fátuo, vento frio e reentrâncias.

O que eu tenho é a saudade
E dela não me desfaço,
São marcas dos que me esquecem,
Tesouros, sobras, daqueles
que nunca esqueço.


Está te sido uma palavra que se repete muito nos meus dias. digo a muitas pessoas, leio de muitas outras.
e ela vai perdendo o sentido, substitue presenças. atos.
ter saudade não é remédio, nem doença. dói, as vezes alegra. nos faz lembrar e sentir falta.
mas as coisas passam se modificam. só sobra lembranças e saudade. o resto vai se perdendo. e se perdendo... e se perdendo...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

E o ano Continua...

De corações
furados e amores perdidos.


 

Corria com os braços estendidos
E de olhos fechados.
Cheia de desejos reprimidos 
Perdida entre amores passados.

Fugia de todo seu passado
Dos beijos não dados
Das palavras não ditas...
Seguia em frente sem medo
Seguia… buscando coisas escondidas.

Não sabia para onde estava indo
Não queria saber se já estava perdido
Ela de braços abertos,
Ele de braços vazios.

Ninguém soube da origem 
Mas o destino foi seu lado esquerdo
No estomago a vertigem
Os braços estendidos...
um furo no peito.

Ele pescando sonhos...
Ela vivendo medos...
Ela com alguém por perto
Ele é só o vazio do espírito.


























quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Primeiro do ano.

Das coisas que perdi sem nunca ter.

Mesmo agora não sei...
Não sei o que pensa,
Não sei o que sente.
Só sei que é breve nosso futuro,
Curto nosso passado,
Incerto nosso presente.

Mesmo hoje não consigo...
Imaginar onde está,
Saber o que está fazendo.
Só sei que logo nada saberei.
Só sei que logo a perderei.
Breve vai ser nosso encontro
Curtas, as palavras de despedidas,
Incerto nossos últimos momentos...

Mesmo não... na verdade...
Acho que nunca soube,
Nunca saberei.
Aquela que está a partir
Nunca mais voltará.
Será outra quando eu a ver,
Por tantos novos caminhos pode se perder.
E não estarei ao seu lado,
Nunca estive de fato.

Sei apenas que sinto uma dor ao ver partir
Que buracos crescem em meu peito .
É o medo e o desejo de tentar,
A vontade de mudar,
De não deixar partir, de não deixar fugir
A dona dos meus sentimentos
A causa dos meus tormentos.