domingo, 5 de setembro de 2010

Um quase soneto.



Abandono


Dois quartetos e dois tercetos
Sem métrica me esqueço
No terceiro verso descompasso
No quarto, sobras e remendos

No quarto, somente o meu vazio
Na cama, somente minha dor
Sozinha, não se reconhece
E perdida, se despedaçou.

E perdida se desmoronou
Foi deixada para trás
Com tudo que sonhou...

Com tudo, não chora por tristeza
Chora apenas porque abandonou
O que tanto sonhava, o que a dominou.