quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Lua da Manhã

Pálida sobre o azul
Resquício da madrugada.
Sem o cruzeiro-do-sul,
antigo parceiro de jornada.

Intrusa no céu da manhã
Aguarda a luz de seu amado
tingir de laranja, rosa e romã
Veludo outrora estrelado.

No perpétuo desencontro,
deixa-se distraída, atrasada.
Para talvez em um vislumbro
por seu astro ser avistada.

Quando ele chega, ela se apaga
Voltará a noite reconfortada
pela luz de se sentir eternamente amada.