sábado, 5 de novembro de 2016

Discutindo o racismo Texto 1: Piadas racistas

Com Novembro ai, uma vereador negro racista eleito, e alguns casos que ocorreram a minha volta em pouco intervalo de tempo...  Farei uma série de posts para reflexão de todos. 

Textão 1: Piadas racistas
Recebi duas vezes pelo whats (uma no grupo de escola e outra no grupo da família). 
Uma piada racista onde um gênio da lampada (via que a Africa é um lugar pobre) realizava o desejo de 100 negros, e lógico, diante de uma oportunidade dessas o desejo de 99 deles foi de ser branco. Porém o 100º pede ao gênio para todos os outros voltarem a ser pretos.
Nossa... que engraçado. 
Quando falei que a piada não tinha graça e que era racista, as pessoas primeiro diziam "naaao, não tem nada de racismo... podia ser qualquer um é que pegaram o negro... achei engraçadinha..." depois pediam desculpas, dizendo que não a intenção foi das melhores, de fazer rir, e que não eram racistas; uma por ser casada com um negro, a outra por ser negra. 

Então, desenhando: 

Existe uma coisa chamada Racismo estrutural. Ele está presente o dia todo, e faz com que algumas pessoas sejam beneficiadas e outras marginalizadas. Exemplos dele são quando pessoas brancas são preteridas á pessoas negras em empregos, relacionamentos, ou pro time de futebol na escola. 
Mas também na abordagem violenta dos policiais, assassinato de mulheres e homens negros e a condição econômica. Por que? 
Fazem apenas 128 anos que, por lei, os negros passaram a ser considerado humanos (isso mesmo... antes eramos apenas coisas) no Brasil. Liberdade ainda não conseguimos de fato, mas estamos na luta. E não foi uma princesinha branca que conseguiu isso não...
O racismo estrutural faz com que negros se achem feios, fracos, e amaldiçoados de fato. Algo que é implantado em nossas mentes diariamente. Por isso, existem mesmo muitos pretos, (crianças e adultos) que prefeririam ser brancos, pois todo dia, a rejeição, os xingamentos, a violência, convence esses irmãos que são indignos de felicidade e que apenas os brancos podem ser de fato  amados, queridos e felizes. 
O racismo estrutural ainda deixa a maioria dos negros ignorantes, sem consciência do que são, estamos alienados da nossa história. Não sabemos nada de nossos ancestrais, nossa cultura. Achamos que a Grécia, França, EUA, são o sonho e - todo um continente -, como a Africa "um lugar pobre".
Errado. A Africa sempre foi e é rica, inteligente e pioneira. A imagem do negro miserável da Africa é resultado de dominação e doutrinação. Não é uma vitimização - existem pessoas negras sem caráter, humanidade - que massacram outras pessoas negras com o auxilio e respaldo de brancos e outros pretos. Porém existem e existiriam muito mais pessoas negras e conscientes, e se amando e propagando sua cultura, se não fosse o racismo. 
Mas relegados, sem autoestima, estrutura e consciência de sua história o negro é refém. E se tivesse a chance, no lugar de pedir uma vida digna, escolheria o caminho mais rápido: ser branco.
Por isso a piada não é nada engraçada. é puramente cruel.

Por último, o 100º negro, que ria de todos os pedidos dos outros, usa sua chance para reverter o desejo de todos os outros. 

Este seria o "Tempo Cômico" da piada... 

O que ele quer dizer:
O negro malandro, que prefere mais a zoeira do que a chance de pedir algo pra si mesmo,  usa a mágica do gênio, não só para frustrar outros 99 de seus semelhantes (diante da maravilhosa perspectiva de viver uma vida de branco), mas demonstra todo o seu egoismo e imediatismo preferindo rir dos outros do que "fazer o bem para alguém" ou para si mesmo.       

Então, não é só uma piada... é uma propagação ideológica e racista de uma imagem do negro. 

COMPARTILHEI E DIFUNDI O RACISMO, E AGORA?
Sim, mesmo você casando, namorando, ficando, tendo um amigo, tio, primo, irmão, tatuagem do Michael Kyle ou Tupac, ou sendo negro... Você pode ser racista/reproduzir o racismo (intencionalmente ou não). E pode ser preso por isso. Mas mesmo que não seja, você será uma pessoa escrota. negar ou concordar com essa postura não ajuda. 

Se foi sem intenção: Peça desculpas, aceite que foi/reproduziu o racismo, escute e não repita. Não tente relativizar, negar ou diminuir "ahh mas vcs veem racismo em tudo... também não é assim... foi só  uma piada...". Não seja essa pessoa. 

Se foi com intenção: Você é um ser escroto, que usa de sofrimento e massacre de uma etnia que já dura séculos, para se sentir superior... mas na verdade você é uma "coisa", "pior que a mosca do coco do cavalo do bandido". Repense seus privilégios regados a sangue de pessoas inocentes, tente ter empatia pela vida dos outros e evolua...
Se você é casado, amigos, primo de negros isso não te dá passe livre para ser racista. 

Se você é negro e é intencionalmente racista (como aquele cachorrinho adestrado do MBL):
Saiba que você está sendo usado, sua baixa-autoestima e desconhecimento da sua cultura te faz um simples inseto peçonhento que tenta ter a atenção de pessoas que te consideram um lixo e riem de você pelas costas. 

Saiba que você e seus ancestrais são lindos, inteligentes, criadores de grandes civilizações e que você não tem "um pé na cozinha" ou "um pé na senzala". Nosso povo não nasceu escravo, foi escravizado. Você tem um pé na Africa.

Se você não é ignorante e fez uma escolha consciente de mesmo sendo negro ser um racista... amigo... só tenho nojo de você, e não se sinta importante, você não vai conseguir parar a luta ou a evolução das pessoas. Será apenas mais um capitão do mato, traidor repudiado por todos.  

Pare de se odiar. Se conheça e se ame, ame seu semelhante e ao próximo.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Critica Filme " Mundo deserto de Almas Negras" O racismo como sempre vemos e da pior forma.


Ontem fui assistir ao “Mundo Deserto de Almas Negras”, filme que estava muito interessado em ver já faz algum tempo. Porém diante dos espaços e horários reduzidos de exibição, ainda não tinha conseguido conciliar em minha agenda.  

O interesse surgiu através da página de divulgação no facebook, onde além da chamada “O Racismo como você nunca viu” disponibilizava o trailer muito bem feito e atraente, que vendia um filme elegante, com ótima fotografia, um suspense noir com atores negros em papéis principais e atores branco em papéis menores, sugerindo uma inversão do racismo estrutural.
Quanto a isso, o trailer não enganou: “Mundo Deserto...” é realmente um belo filme no quesito de fotografia, figurino, maquiagem e design de som. Contando com momentos cômicos e de tensão, algumas interpretações muito boas e uma trilha, apesar de caótica, no mínimo interessante.
Infelizmente meus elogios para o filme ficam por aqui, porque a começar pelo título, o filme repete “O racimo como sempre vejo”.

O nome do longa foi inspirado na música “Mundo deserto” de Elis Regina, onde a palavra “Almas Negras” é usada como adjetivo negativo, e durante toda a projeção o diretor Ruy Veridiano vai destruindo a ambiguidade inicial para afirmar o negro como algo ruim, sem sombra de dúvida.
Então, vamos falar do roteiro... Em uma sociedade onde os negros estão controle socioeconômico vivendo nos centros urbanos e ocupando grande cargos de poder, os brancos são relegado aos guetos e empregos de serviços mal remunerados. (Uma ideia já utilizada em Hollywood no filme “A Cor da fúria” – Withe Man’s Burden – de 1995).

O Advogado bem-sucedido Oscar, nos é apresentado em um momento tenso da sua vida: preste a fechar negócio com um grande cliente, uma promoção para sócio da empresa onde trabalha e com um filho recém-nascido.  Ou seja, tudo vai perfeitamente bem. Exceto que este grande cliente é um poderoso cabeça de uma facção criminosa e quer que Oscar quebre sua ética e seus princípios, para alcançar o sucesso. 

A partir daí, a vida de Oscar sofre uma reviravolta e ele conhece o criminoso Paco e coloca em perigo não só a sua vida, como a de sua mulher e filho.
A proposta de Ruy é muito interessante, porém o mote principal – a inversão da lógica social – é feita de maneira preguiçosa, previsível e porque não dizer, racista. É divertido ouvir expressões como “um Brancão perigoso”, “arte europeia primitiva”, “branco parado é suspeito”, e outras expressões racistas que já cansamos de ouvir por ai, mas tirando isso, o filme seria o mesmo sem essa pitada de “ficção histórica surrealista” fosse retirada do roteiro.
Digo isso porque, o diretor não buscou utilizar o conceito para reinventar a nossa realidade, mas puramente inverter. Com algumas exceções, roupas, estética, músicas, seguem o padrão da nossa sociedade (dominante branca).


Como assim, negros controlam o mundo, mas nosso padrão social, cultural, estético e religioso não é dominante na sociedade? Durante todo filme não vemos um artista plástico negro ser citado (mas citam Van Gogh), Nossa moda, com padrões de tecidos característico, turbantes são relegado para alguns personagens caricatos. Não temos uma representação de como seria uma arquitetura afro-brasileira, ou o design de moda, decoração... nada. Nem ao menos um nome de orixá é citado, no lugar, existe o culto ao Lúcifer em contraponto a Deus. Em resumo, o filme seria o mesmo se não existisse essa inversão. Porque então para Veridiano, seria preciso uma ficção para um negro ser um advogado poderoso e morar na Av.paulista e brancos serem criminosos? Fica a dúvida.

E o que dizer dos personagens? No primeiro ato do filme somos apresentados ao nossos protagonistas negros, que aparentemente não possuem nenhuma virtude... A começar pelo prefeito de São Paulo, um corrupto, covarde e fraco, que em sua primeira cena aparece pedindo força de joelhos para um bode...; ou sua assessora, manipuladora, calculista que está apenas preocupada em vender seu candidato da melhor maneira, custe o que custar, vendo sua profissão de maneira sínica e pessimista; O melhor amigo de Oscar, também advogado, é um viciado que gasta seu dinheiro com prostitutas e jogos de azar. Por fim, o próprio Oscar: ganancioso, mentiroso convicto, um libertino que trai sua esposa e “não consegue amar uma mulher só”. Ao longo do projeção vai perdendo cada vez mais sua humanidade.

Já na segunda parte do filme, conhecemos melhor Paco, um membro perigoso da “fraternidade” que foge da prisão no Induto dos pais, para visitar a mulher e o filho que não viu crescer, e buscar a liberdade para ele e para a linda família loira de olhos azuis.
Ao contrário da fotografia sombria de toda projeção, é em Guaianazes, lar de Paco, onde o diretor escolhe depositar todo o amor, cor e alegria do filme. Paco é um romântico, que quer salvar sua “loirinha” e seu moleque da injusta vida que os playboys negros o impuseram. Em certo momento do filme Paco acusa Oscar de desumano “Como você pode deixar um homem morrer na sua sala e não oferecer ajuda?” e posteriormente o roteiro vai confirmar essa visão com três tiros secos a queima roupa. Em contra partida, o filme não oferece nenhuma imagem ou referência de bondade ou virtude em nenhum personagem negro, como se ao ter poder nós nos tornássemos os piores carrascos, e até mesmo o mundo dos ricos que dominamos é tomado unicamente de sobras e imoralidade.

Ai você vai dizer “Mas esse é o sentido do filme, fazer o branco sentir como é o racismo e despertar a empatia... a ambiguidade é a sacadinha do roteiro! Há”. Não meu amigo, esse é o puro e comum racismo que vejo todos os dias. Talvez por isso ao passar por uma blitz no inicio do filme, Oscar está tenso e seu motorista branco diz “Eu também não gosto de gambés, senhor”... Como assim? Por que nessa realidade o negro ainda teme a polícia? Por que o policial pergunta de se Oscar consumiu entorpecentes e se recusa a acompanhar um “cidadão de bem” abalado até seu apartamento?

E porque Ruy Veridiano vende seu filme como um filme de negros, quando na verdade, seu público alvo,  tendo em vista o roteiro e o herói branco em busca de redenção, seriam seus semelhantes?
Não vou dizer que essa postura racista do diretor foi intencional... mas assim como Tim Burton, na polemica recente de não ter personagens de diferentes etnias em seus filmes, Ruy contribui apenas com o racismo velado e estrutural, e nega aos negros uma possibilidade de se reinventar como indivíduos autônomos. Ao decorrer do filme, essas questões foram me ocorrendo, e fiquei fui percebendo algo errado. Essa não seria uma visão de um negro sobre uma sociedade que estivéssemos livre do racismo. Até então não sabia que Ruy era branco, mas senti em cada segundo do filme.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Fragmento de um 13 de janeiro

A história é um  pesadelo de que tento acordar
Os erros são os portais da descoberta

Vença-me, seduza-me. Fique comigo
Ah, faça-me sofrer.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Duas pequenas na manhã

Existem pessoas pela rua
Que preferem ver acidentes fatais
Eu prefiro olhar para o céu fugaz.
______  # _______
De tanto a-mar
Se afogou
(Este segundo não sei se já existe)

sábado, 9 de janeiro de 2016

Parabéns, hoje é o dia do astronauta, do fico e de uma noite escura.


A alguns anos atrás eu já nem me lembrava qual era o Dia do Fico, ou que dia 9 foi o dia que o homem, supostamente, pisou na lua fazendo deste o Dia do Astronauta. Foi uma noite escura quem me contou...

Janeiro já era um mês especial pra mim a 7 anos atrás, mas só ganhou importância história nesses últimos tempos.
Meu lado patriota me enche de orgulho nesse dia, pois o mundo mudou nessa data, e porque um sol nasceu nesse céu há décadas atrás.
Por este nascimento eu pude sorrir, cantar, chorar, ser completo e amar por inteiro. Ao menos uma vez nesta vida.

Foi por uma noite escura que este dia 9 passou a ser um dia de extrema celebração. Um dia que peço ao universo para trazer estrelas para o o seu céu, que a força do sol reflita na lua e ela possa brilhar toda madrugada, nas horas mais escuras e em cada amanhecer. Sendo forte, perseverante e feliz. A lua da manhã.

Será o destino que fez o homem alcançar terras extraterrestres nesse dia cósmico? Será pura coincidência 9 ser meus mês de nascimento? Será que para o bem de todos e felicidade geral da nação, o sol brilhou esta manhã, dizendo para noite "viva e seja feliz".

Sei que pelo bem da nação eu preferi partir. E sei que nesta noite escura, o sol sempre vai fazer a Lua brilhar. Sei que o horizonte é pouco e ela sempre irá além, pois é o vento da madrugada, a sabedoria, que merece mais! Ser amada de mais, querida de mais, satisfeita. Especial.

Meus dias 9 de Janeiro nunca mais serão os mesmos. Meu peito sempre irá vibrar por ter alcançado os céus e pelo patriotismo de ficar. Sempre irei comemorar com uma dor no peito, por não poder ver seu céu, mas eternamente grato e feliz por ter vivido belos anos em sua noite.

E por falar em coincidência ou destino... Este poema do Pablo Neruda me encontrou ontem a noite.
Quase me arrancando as palavras do peito.
Falando dos beijos sob o céu da noite, da dor de não a ter e até das mentiras que me conto de não a querer mais. Neruda me traduziu. E encerro esse dia de celebração com essas palavras

Poema Nº20 - Pablo Neruda

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: “A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros, ao longe”.

O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu a quis, e às vezes ela também me quis...

Em noites como esta eu a tive entre os meus braços.
A beijei tantas vezes debaixo o céu infinito.

Ela me quis, às vezes eu também a queria.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que a perdi.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como na relva o orvalho.

Que importa que meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
Minha alma não se contenta com tê-la perdido.

Como para aproximá-la meu olhar a procura.
Meu coração a procura, e ela não está comigo.

A mesma noite que faz branquear as mesmas árvores.
Nós, os de então, já não somos os mesmos.

Já não a quero, é verdade, mas quanto a quis.
Minha voz procurava o vento para tocar o seu ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
Sua voz, seu corpo claro. Seus olhos infinitos.

Já não a quero, é verdade, mas talvez a quero.
É tão curto o amor, e é tão longo o esquecimento.

Porque em noites como esta eu a tive entre os meus braços,
minha alma não se contenta com tê-la perdido.

Ainda que esta seja a última dor que ela me causa,
e estes, os últimos versos que lhe escrevo.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

As 10 mais ouvidas de 2015

Como sempre gosto de fazer no fim do ano, pego as listas do meu perfil no Last.fm com as músicas que mais ouvi durante o ano. Não escutei tanta musica no pc ano passado, por isso o retrato da Last é relativamente verdadeiro.

Por falta de tempo de fazer o post ainda em dezembro, aqui vai para abrir o Ano.
(as regras como sempre. são uma música de cada artista na ordem de mais tocada, porém entre a 10 e a 20 musicas os 10 primeiros artistas se repetiram, então ouve uma exceção)
Ano passado dei destaque para as bandas mais ouvidas. Este ano vou comentar sobre as músicas.

Musicas mais Escutadas em 2015

10 – Lianne La Havas – Good Goodbye

Em 10º lugar, porque chegou na minha lista de reprodução no final do ano. Good Goodbye vem representar o album Blood da Lianne, que acabou sendo o meu preferido do ano. O disco com músicas que já são minhas preferidas da vida inteira como Wonderful, Ghost e a própria 10ª colocada. Que me fazem chorar. 



9 - Silversun Pickups – Panic Switch

A Silversun me apareceu no meio do ano, e já fiquei viciado nas guitarras sujas, distorções, camadas sonoras e a voz meio andrógena de Brian Aubert, me lembrando um pouco Placebo e Radiohead. Cavei os Eps e albuns deles. Panic Switch é dançante, viajadona com um baixo que deixa louco. Virou uma banda amada! 



8 – Lianne La Havas – No Room for Doubt

Esta foi a música que me deixou apaixonado por esta nega, sua voz, seu jeito de cantar, tocar. Uma ternura, doçura que entrou nos meus ouvidos e não resisti. Amor à primeira audição. Só não ficou em primeiro porque meu scrobbler deve teve alguns problemas durante o ano! As juras de amor eterno vieram após ouvir a versão de Weird Fishes (do Radiohead) Preta perfeita. A seguir a versão que mais escutei, E que adoro assistir ^^ (mas aconselho a ver todas disponíveis, são todas ótimas) 



7 - Spoon – Do You

Resistindo bravamente por um ano e meio entre as 10 mais ouvidas. "Do You" tem um poder de não ser enjoativa, mesmo depois de a ter escutado umas 1000 vezes. Tem lugar certo na minha lista de músicas mais bonitas que já ouvi. 



6 - Noel Gallagher's High Flying Birds - The Good Rebel

Sou fã do Oasis e do Noel cantando principalmente. O primeiro álbum solo dele foi bom, "The Good Rebel" está ai pra representá-lo. Porém Chasing Yesterday chega ao nível (What's the Story) Morning Glory?. Guitarras lindas, melodias fodas, The Beatles feeling em tudo. Em ano de lançamento de grandes bandas do Britpop, ele, sozinho conseguiu se superar. Novamente o Last não vai dar o retrato real, pois a musica que mais escutei do Noel este ano foi com certeza "While The Song Remains The Same" esta música foi minha trilha sonora na praia, metrô, rua e cama. Regras são regras e ai segue a 6ª colocada.  



5 - System of a Down – Highway Song

Ano de shows, e finalmente consegui ir no do System. Eles voltaram afiados, sem brigas, tocando muito. Serj cantando tudo. Sob uma chuva filha da puta as melhores músicas foram cantadas, vários bate cabeças, e o resultado disso, pré e pós show, foi uma das minhas músicas favoritas deles aparecendo entre as mais ouvidas do ano. Foi muito foda!


4 – The Neighbourhood – Prey

O que é ouvir essa música no fone de ouvido? um orgasmo auditivo. Aguardei esse segundo álbum do TNBH assim que me viciei no primeiro. Queria mais, e puts... o Wiped Out!, veio com pérolas. Prey é a mais bonita de todas. Mais uma que me fez chorar esse ano.



3 – Bad Rabbits – We Can Roll

Pra falar a verdade me surpreendi com We Can Roll em 3º lugar, pois ela não é minha preferida do Bad Rabbits. Com certeza meu scrobbler estava desligado enquanto eu ouvia a cover deles de "1979" do Smashing Pumpkins, Ou as versões acústicas de  Advantage Me, Fall In Love  e outras que na contagem Media player aparecem na frente. Porém a dona da 3ª posição representa muito bem o som dessa banda que não saiu dos meus ouvidos esse ano. Uma mistura de R&B, rock alternativo e soul que me fez ser um seguidor e difusor dessa banda. Quero o próximo álbum cheio logo!



2 - Legião Urbana — Leila
Esta acabou aparecendo por motivos bem óbvios (para os mais próximos). Leila sempre foi uma das minhas músicas preferidas do álbum A Tempestade, Já devo te-la escutado milhares de vezes na minha vida. E este ano ela se manteve em segundo lugar marcando uma ausência. Um sentimento belo que a deixou ainda mais especial pra mim e será por toda minha vida. 
   


1 - Manic Street Preachers — Empty Souls

Eu dificilmente teria parado para escutar a discografia do Manic se não tivesse escutado o single "Show Me the Wonder". A produção mais recente da banda me agrada muito, porém não é nada fácil reunir todos os discos, muito menos escutá-los. Os primeiro trabalhos são muito punk pro meu gosto. Mas eles foram mudando bastante durante as décadas. Sendo uma banda consagrada lá fora e muito conhecida no mundo. Mas bem apagada por aqui, tipo um Wilco do Reino Unido.
Guiado pela produção mais Alternative Rock e Britpop, fui descendo e encontrei essa pérola, linda e dolorosa - Empty Souls tocou fundo. A repeti durante semanas quando acordava e quando ia dormir. O dia inteiro. 
Não é atoa que aparece em primeiro lugar. Dando voz aos sentimentos que permearam os dias de 2015.



Menção Honrosa - Alabama Shakes 
Não figurou entre as 20 mais, pois o páreo foi duro. mas Alabama não saiu dos meus ouvidos esse ano todo também. o Album Sound & Color foi um dos melhores do ano com certeza. Fiquei ouvindo os dois discos da recente carreira da banda sem parar. por isso, como registro deixo esta que é uma das musicas mais linda de 2015.




As 15 Bandas e Artistas mais ouvidos em 2015

Este ano eu preferi ouvir mais "coisas novas" do que ficar nas minhas bandas de cabeceira. Por isso, Radiohead, Stereophonics, Legião, Beatles, Placebo, Los Hermanos, deram espaço para outros este ano. Não que não os tenha escutado, pois seria impossível. Mas dessa experiência, se formou a seguinte lista: 

1 - Manic Street Preachers

2 - Lianne La Havas

3 - Bad Rabbits

4 - Michael Jackson

5 - City and Colour

6 - The Neighbourhood

7 - Silversun Pickups

8 - Alabama Shakes

9 - Noel Gallagher's High Flying Birds

10 - The Jackson 5

11 - Weezer

12 - Ravi Landim

13 - Radiohead

14 - Legião Urbana

15 - Wilco

Pra fechar o post - uma das músicas mais lindas lançadas este ano. Do meu colega Ravi Landim.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

São Folhas o vento e o cais

São folhas o vento e cais

São folhas, são ventos, são águas.
São mastros, o frio, e o cálido.
São pétalas, escárnios e fantasias.
São lagrimas que os olhos assediam.

São belos sonhos in-reais,
São belos... distantes temporais.
São carne e sangue divididos.
São os que não podem ser unidos.  

São bocas, beijos e abraços,
São desejos que não serão realizados
São rosas que morrem no armário
São poemas e amores rejeitados.

São folhas que ao vendo são levadas
Pra as margens das águas salgadas
E nos mastros de um frio navio,
Se leva um cálido coração partido.

São pétalas, são lagrimas...
São todas as coisas que foram deixadas. 
Fantasias de dias inesquecíveis
São belos sonhos... sonhos que não podem ser vividos.

São rosas, beijos e temporais,
São tudo que amei e me distanciam do cais
São tudo que não tenho,
E tudo que eu finjo não querer mais.